Investimento Social e Gestão Ambiental 2017-05-29T23:06:47+00:00

Sabemos de nossa responsabilidade como agente indutor da sustentabilidade. Temos orgulho do reconhecimento recebido à frente dessa agenda e da posição diferenciada que ocupamos entre as bolsas do mundo por nossa atuação como associada, integrante, membro e/ou signatária de instituições de caráter econômico, ambiental e social.

Um bom desempenho financeiro deixou de ser o único critério para conferir valor a uma companhia e atrair investimentos. Investidores e analistas estão cada vez mais atentos também à maneira como as empresas lidam com as questões socioambientais e de governança corporativa (Environmental, Social e Corporate Governance – ESG), passando a incorporar critérios correlatos nas análises de investimentos, na gestão das carteiras e na tomada de decisões.

Este é o princípio por trás do chamado investimento responsável. Essa abordagem recebeu grande impulso a partir de 2006, com a criação dos Princípios para o Investimento Responsável (Principles for Responsible Investment – PRI), parceria entre a ONU e os investidores institucionais privados – do qual a BM&FBOVESPA é signatária na categoria “prestador de serviços”– que busca levar as questões de sustentabilidade para o mainstream do setor de investimentos.

Confira outros compromissos da Bolsa e representações institucionais à frente dessa agenda.

Investimento social privado G4-EC8G4-SO1

O Instituto BM&FBOVESPA é uma Oscip – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, criada para integrar e coordenar os projetos de investimento social da Bolsa relacionados à educação, à cultura, ao esporte e ao voluntariado, com o objetivo maior de construir pontes que possibilitem o desenvolvimento da sociedade brasileira como um todo.

Nesse contexto, as principais iniciativas são a Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), a Associação Profissionalizante (AP), o Clube de Atletismo e o programa de voluntariado Em Ação.

Essas iniciativas, voltadas à população de baixa renda, têm impactos econômicos indiretos, uma vez que permitem gerar mudanças na condição socioeconômica dos participantes dos programas. Como exemplo, podemos citar jovens que, além da educação profissional, desenvolvem competências essenciais para ingressar e permanecer no mercado de trabalho e, assim, mudar sua realidade.

Ressalta-se que 80% dos programas de engajamento e desenvolvimento da comunidade local ocorrem na cidade de São Paulo, onde se localiza a sede da BM&FBOVESPA, a qual concentra todas as operações.

Objetivos estratégicos do Instituto BM&FBOVESPA

  • Aproximar doadores e entidades sem fins lucrativos, em uma plataforma virtual de captação de recursos, um ambiente seguro e transparente.

  • Promover a inclusão social e econômica por meio da educação profissionalizante e do esporte.

  • Apoiar atletas de alto rendimento e categorias de base, visando o desenvolvimento do Brasil pelo esporte.

Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA)  – Iniciativa pioneira no mundo, é a ponte que une os investidores sociais e as organizações brasileiras que precisam de apoio financeiro. Tudo em um ambiente virtual que simula uma bolsa de valores e com projetos alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Conta com parceria da BrazilFoundation na identificação, seleção, monitoramento e capacitação das organizações.

Reconhecida pela Unesco, a BVSA tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), além de ser um modelo a ser seguido pelas outras bolsas do mundo, por indicação do Pacto Global.

Destaca-se, ainda, que a BVSA foi escolhida como parceira da Bloomberg Tradebook no Charity Day Brasil 2016, ação que angaria fundos para causas sociais apoiadas pela empresa ao redor do mundo.

Desde sua criação, a BVSA já arrecadou mais de R$17,2 milhões, destinados a 158 projetos de todo o Brasil, com comprovados resultados em benefício de uma sociedade mais justa e igualitária. Em 2016, o valor total captado foi de R$1,5 milhão para 31 projetos. Vinte deles atingiram a meta de captação. Para saber mais, acesse bvsa.org.br.

Investimento Social
Charity Day Brasil

Associação Profissionalizante (AP) – Programa de inclusão social de jovens de baixa renda da região metropolitana de São Paulo. Em 2016, a Associação Profissionalizante completou 20 anos propiciando a inclusão social e econômica de jovens em situação de vulnerabilidade social, auxiliando-os a ingressar no mercado de trabalho.

Por meio de seus três cursos – Capacitação para Empregabilidade, focado em áreas administrativas; Faz Tudo, que prepara para os setores da construção civil e manutenção predial; e Espaço Beleza, que capacita para atuar nos segmentos de estética e de bem-estar como autônomos e no mercado formal – a AP já formou aproximadamente 3.500 jovens, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade e, consequentemente, do mercado de trabalho.

Clube de Atletismo BM&FBOVESPA – Programa que visa propiciar a inclusão social e o desenvolvimento do Brasil pelo esporte. Em 2016, destaca-se, dentre outras competições, que 20 atletas integraram a delegação olímpica brasileira, sendo dois deles com recordes pessoais – Luiz Alberto de Araújo, no decatlo, e Darlan Romani, no arremesso do peso.

Espaço Esportivo e Cultural – Programa que oferece em Paraisópolis, bairro de São Paulo, atividades orientadas de esporte, cultura e educação, atendendo, em média, 300 crianças e jovens com idade entre 6 e 15 anos por ano. 

Em AçãoPrograma de voluntariado estruturado para promover e apoiar o engajamento dos funcionários, estagiários e prestadores de serviços da Companhia, além de seus familiares, em ações sociais na comunidade. Em 2016, foram desenvolvidas 18 atividades voluntárias.

Mais informações sobre esses projetos e seus impactos estão disponíveis em institutobmfbovespa.org.br.

A BM&FBOVESPA também apoia iniciativas e instituições que contribuam para o desenvolvimento da educação e da cultura. Em 2016, firmou duas parcerias com entidades culturais: a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e a Pinacoteca.

Gestão ambiental e ecoeficiência

A BM&FBOVESPA está comprometida a proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável a seus funcionários e visitantes, adotando medidas que evitem a degradação do meio ambiente e que minimizem o impacto de suas atividades.

Em consonância com o Pilar Ambiental de sua Política de Sustentabilidade, a Companhia adota programas de ecoeficiência em suas dependências, visando otimizar o uso de água, energia e papel, gerenciar adequadamente os resíduos sólidos, inclusive lixo eletrônico, e suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). G4-14G4-EN27

Além disso, promove boas práticas socioambientais em toda a sua cadeia de valor e entre outras partes interessadas, visando alavancar o mercado brasileiro com produtos e serviços com foco no mercado ambiental.

Emissões de gases de efeito estufa

Visando aumentar a transparência e o controle da Companhia sobre seus impactos em emissões de GEE, bem como apoiar as ações relacionadas à redução e à melhoria nos processos, a BM&FBOVESPA elabora, desde 2010, ano-base 2009, o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

O inventário passou a ser verificado por terceira parte e a ser integrado, a partir de 2011, ano-base 2010, ao Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro do GHG Protocol, onde está disponível para visualização e download (registropublicodeemissoes.com.br).

Os dados relativos ao Inventário de Emissões de GEE de 2015 contemplaram todas as empresas do grupo BM&FBOVESPA.

Destaca-se que o Inventário de Emissões de GEE de 2016 ainda não foi elaborado, pois o processo inicia-se em janeiro de 2017.

Em 2016, a BM&FBOVESPA foi reconhecida pelo CDP como umas das 16 empresas brasileiras com as melhores “práticas de gestão responsável” em mudanças climáticas.

Ressalta-se que, nos anos anteriores, as companhias eram classificadas apenas pelos critérios “transparência” e “desempenho” e que a Bolsa ficou, por três vezes, entre as dez empresas brasileiras com melhor transparência.

Emissões dos Escopos 1, 2 e 3 G4-EN15G4-EN16G4-EN17G4-EN19

As emissões absolutas da BM&FBOVESPA em 2015 foram de 232,02 tCO2e para o Escopo 1; 3.306,33 tCO2e para o Escopo 2; e 1.862,90 tCO2e para o Escopo 3.

Para o Escopo 1, destacam-se as emissões de fonte fixa relacionadas à utilização de geradores que foi responsável pelo aumento de 4,68% em relação a 2014 (57,76 tCO2e).

No caso das emissões de Escopo 2, houve elevação pouco significativa, menor que 1% em relação ao ano anterior (3.280,82 tCO2e), como consequência do aumento do consumo de energia em 2015 com o início de operações do Data Center.

As emissões indiretas de Escopo 3 tiveram variações significativas: aumento de 33% das emissões em relação ao ano anterior (1.399,49 tCO2e), tendo como principal fonte de alteração a quantificação do deslocamento casa-trabalho de funcionários, que foi ampliada para englobar as emissões dos transportes por trem e metrô.

Emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa e consumo de energia elétrica – Escopos 1 e 2 (em toneladas de CO2) G4-EN16 | G4-EN19 | G4-EN20 | G4-EN21

2015 2014 2013
Energia elétrica 3.306,33 3.280,82 2.438,46
Extintores de incêndio 1,0 1,40 1,75
Frota própria 9,21 10,68 12,34
Gás natural 7,64 6,46 5,91
Gases refrigerantes 142,21 177,85 241,59
Geradores 68,20 57,76 62,64
GLP 3,78 4,27 4,17
Total das emissões diretas e indiretas (tCO2e) 3.538,37 3.539,24 2.766,86

Notas

  • Consumo de 389,22 tCO2e de gases refrigerantes em 2015 referente ao gás refrigerante R-22, que, apesar de considerado um GEE, não é incluído no Protocolo de Quioto por já ser regulado pelo Protocolo de Montreal, que restringe emissões de gases prejudiciais à camada de ozônio.
  • O consumo de 59,14 tCO2e é proveniente de geradores de terceiros, portanto, conforme diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, foi alocado no Escopo 2. O consumo de 68,20 tCO2e refere-se aos geradores de propriedade da BM&FBOVESPA (Escopo 1).
  • A BM&FBOVESPA não emite nenhuma substância destruidora da camada de ozônio (SDO), de NOx, SOx, poluentes orgânicos persistentes (POP), poluentes atmosféricos perigosos (HAP) ou material particulado (MP). G4-EN20G4-EN21
  • BM&FBOVESPA está em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
  • O Banco BM&FBOVESPA está em conformidade com a Política de Responsabilidade Socioambiental.
  • Quaisquer emissões de GEE decorrentes de operações fora do território nacional são de relato opcional e desagregado no Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro
  • GHG Protocol. Dessa forma, as emissões de Escopo 2 da BM&FBOVESPA contemplam emissões ocorridas em outros países onde a companhia possui instalações.
  • O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de 2015 contemplou os seguintes gases controlados pelo Protocolo de Quioto: CO2, CH4, N2O, SF6, NF3 e as famílias HFCs e PFCs.

Emissões indiretas de gases de efeito estufa – Escopo 3 (em toneladas de CO2) G4-EN17

2015 2014 2013
Deslocamento de colaboradores 932,12 607,61 893,79
Serviços de logística de terceiros 4,33 3,72 2,64
Táxi 57,87 107,67 58,13
Viagens 726,15 627,49 1.060,56
Resíduos sólidos da operação 59,76 53,61 62,20
Outras emissões 82,67 0 60,41
Total das emissões indiretas (tCO2e) 1.862,90 1.399,49 2.137,73

Consumo de energia

A Companhia realiza análise mensal do consumo de energia e, periodicamente, promove ações para redução e melhorias, como a contratação de um provedor de serviços on-line de monitoração de energia, o que proporciona conhecer o real perfil de uso, identificar desperdícios no consumo, controlar picos de demanda, dentre outros aspectos.

Consumo de energia indireta por fonte de energia primária (em GJoules) G4-EN3

Fonte de energia 2016 2015 2014
Eletricidade 90.350 89.709 83.749

Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência (em GJoules) G4-EN6

Melhorias 2016 2015 2014
Desligamento de lâmpadas extras nas escadas dos edifícios da Praça Antonio Prado e da Rua XV de Novembro 26 168 175
Desligamento de um elevador no edifício da Praça Antonio Prado, fora do horário de pico 0 17
Regulamentação para ligar ar-condicionado em fins de semana 92 77 77
Substituição de lâmpadas halógenas por modelo LED no Espaço Raymundo Magliano Filho (Rua XV de Novembro) 53 53 45
Instalação de fotocélulas na iluminação das escadas no prédio da Rua XV de Novembro e na portaria da Rua João Brícola (Praça Antonio Prado) 11 9 9
Desligamento de lâmpadas extras na fachada do edifício da Praça Antonio Prado e na área de co-location 72 54 54
Substituição de lâmpadas fluorescentes por modelo LED no mezanino do prédio da Rua XV de Novembro 18 18 15
Substituição de luminárias por modelo LED nas escadas dos prédios da Rua XV de Novembro e da Praça Antonio Prado 49 5 *
Desativação de luminárias nas escadas do edifício da Praça Antonio Prado por conta da instalação de modelo LED 8 2 *
Desativação de iluminação de corredores e ambientes nos andares do edifício da Praça Antonio Prado e da Rua XV de Novembro 60 124 *
Implantação de escala de funcionamento dos elevadores dos edifícios da Praça Antonio Prado e da Rua XV de Novembro 0 20 *
Alteração do set point do sistema de climatização do prédio da Praça Antonio Prado de 5o C para 6,5o C 25 25 *
Substituição de lâmpadas fluorescentes por modelo LEDs nos andares dos edifícios da Praça Antonio Prado, da Rua XV de Novembro e da Rua Florêncio de Abreu 102 ** **
Substituição de lâmpadas fluorescentes por modelo LEDs no prédio da Associação BM&FBOVESPA, no Brás 8 ** **
Total 524 555 392

*Itens medidos a partir de 2015.
** Itens medidos a partir de 2016.

Compensação de emissões de gases de efeito estufa G4-EN27

Desde 2013, anos-base 2011 e 2012, a BM&FBOVESPA compensa as suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) que não são passíveis de redução, podendo ser assim considerada “carbono neutro”. Essa iniciativa tem, dentre outros objetivos, induzir a adoção das melhores práticas de sustentabilidade pelas empresas listadas e o mercado em geral.

Para compensar as suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 2015, a BM&FBOVESPA comprou 5.402 créditos de carbono (ou 5.402 toneladas de CO2 equivalente) do projeto de energia renovável Grid Connection of Isolated Systems, do qual fazem parte a Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins e as Centrais Elétricas Mato-Grossenses.

Os créditos foram gerados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto e denominados RCEs (Reduções Certificadas de Emissão).

Próximo capítulo

Desempenho Operacional e Financeiro